sexta-feira, 18 de abril de 2008

Marrocos? Ou piscina da Erada?

Alegre-se o céu e a Terra...os Nanikos estão de novo na estrada para espalhar toda a sua magia num prado verdenjante perto de si.
Depois de São Torpes, São Pedro de Moel, Manteigas e muitas outras paragens internacionalmente conhecidas surge agora como hipotese o belo arquipelago marroquino dos Açores. De acordo com New York Times e o The Sun....bem como o jornal “Abola”, as condições do contrato que levará os magos fundanenses até terras de Tarik Sektioui estão já a ser alinhavadas faltando apenas decidir quando se vai, quem vai, como se vai, quanto custa ir, o que vamos fazer e porque é que vamos? Pormenores insignificantes que dificilmente impedirão os milhares de fãs de vibrar com o estupendo “show” de Xicoxico e companhia.
Cientes da dificuldade que haverá em juntar todo o clã, fruto das brilhantes carreiras que todos os nanikos decidiram conduzir a solo, urge fazer a convocatória de modo a que o mister possa em tempo devido “esquadrinhar” o sistema de jogo a utilizar pela equipa. De Sapec sabe-se que tem marcada uma dificílima avaliação intercalar para o final do mês de Agosto, pelo que não será fácil contarmos com ele para servir de isco. Putini, como sempre, não tem nada para fazer, ficando apenas a dúvida se será desta que levará a Miss Xibata juntamente com a restante comitiva. Bio foi o primeiro a rejubilar com a ideia desta viagem. Mato, floresta, bosque, natureza....ao nosso Robin dos Bosques só parece mesmo faltar um hamburguerzito ou dois para saciar a fome. Bob é hoje um homem casado, razão pela qual ninguém lhe levará a mal se abdicar da digressão para ficar a “trabalhar” em prol da expansão da familia nanikiana (esperemos que saia à mãe senão estamos tramados....). Finalizada a licenciatura de MC inicia-se uma nova etapa na sua sempre ocupada agenda. Entrevistas, favores pessoais, chantagens, extorsão....e muitas outras actividades dignas de um verdadeiro líder. Esperemos apenas que tenha mais tino que Pinto da Costa e não se aninhe com nenhuma Carolina do “Pé de Cabra”. De Xicoxico pouco se sabe....apenas que é o mentor do projecto. Artista de renome e principal goleador da equipa tem estado longe do seu brilho habitual. Dele se esperam sempre momentos unicos de espectaculo, golos e fintas só ao alcance dos predestinados, estilo e charme capaz de derreter um iceberg. Volta Xico...a equipa precisa de ti! Relativamente a Markito é conhecida a fraqueza que se apoderou do nosso capitão.....ou devo dizer “Ex-capitão”?? É que segundo se lembram na noite de passagem de ano ouvimos aquele que devia ser o mais valente e bravo de todos nós dizer que não está mais à altura da responsabilidade de capitanear os nossos destinos. Em meu nome, e creio que em nome de todo o grupo, peço-te que reconsideres essa decisão e que apareças em Agosto....nem que seja camuflado!
Como grande equipa que somos e como grande empresário que temos (sim...obrigado, não precisam de agradecer....) está já também assegurada a cobertura jornalistica da digressão. O pasquim de todos os benfiquistas, pelo nome de Ruizinho chegou-se à frente e ofereceu-me 2 minis em troca da exclusividade....proposta absolutamente irrecusavel face aos valores em causa. Ainda assim, e sabendo nós da falta de imparcialidade do diário desportivo em causa, esperamos que desta feita nos reservem pelo menos 15 paginas, pois já ninguém quer saber quantas vezes o “É só Bê” ganhou nos ultimos meses.
Posto isto digo que é tempo de deitar as mãos à obra e começar a fazer diligências para que tudo fique organizado a tempo e horas, caso contrário vamos estar em pleno Agosto a definhar na esplanada do Sopas e a mandar “bitaites” sobre o local onde iremos na tarde seguinte.....Erada ou Paul??? Poupem-me!!!

P.S. – Estão todos convocados para as próximas actividades alcoolico-recreativas dos Nanikos a decorrer em Lisboa (Indie Lisboa), em Coimbra (Queima das Fitas) e Porto (concerto do Zé). Eu (bojo) e Xicoxico estamos confirmados no cartaz das festividades referidas. Esperemos que muitos outros se juntem a nós!

terça-feira, 18 de março de 2008

O velho

Quando a equipa do Ajax entrou em campo, as bancadas rugiram de alegria. Mais do que onze jogadores equipados de vermelho e branco, os holandeses eram os arautos de um futebol capaz de transportar para o relvado a forma de estar e sentir próprias da década de sessenta, a qual se extinguira, no calendário, havia dois anos. Sem posições fixas, erravam em campo como um pincel de um artista abstracto pela tela. Dizia-se que encontravam a ordem na desordem, porém, tinham um holandês franzino que comandava o moinho de Amesterdão. Com o número 14 nas costas, Johann Cruyff era aos vinte e quatro anos uma reserva natural de talento que com os seus rasgos de criatividade punha a ferro e fogo a defesa mais coriácea. Juntamente com o artesão do futebol total, Rinus Michels, estava pronto para mostrar à Europa que era possível ganhar sem apunhalar à traição o espectáculo.

Enlevados, os espectadores que preenchiam o estádio de Wembley seguiam avidamente cada exercício de aquecimento da equipa holandesa, ignorando por completo o adversário que se preparava para o embate na outra metade do relvado. Desconhecidos da bola indígena, o Panathinaikos fora a equipa sensação da Taça dos Campeões desse ano. Depois do Everton ter mordido o pó nos quartos-de-final, o campeão grego eliminara de forma espectacular o Estrela Vermelha, a grande potência futebolística da Jugoslávia de Tito. Quando o apito final soou no Apostolos Nikolaidis, confirmando a realização de uma quimera, uma maré verde e branca lavou as artérias da capital grega. Com um trevo de três folhas na mão, o símbolo do clube, os adeptos subiram até à Acrópole, onde anunciaram o nascimento de deuses de carne e osso equipados de chuteiras e calções.

Era nessa eliminatória que o treinador da formação helénica pensava. As rugas que lhe sulcavam o rosto faziam jus à alcunha de velho com que os gregos, carinhosamente, o apodavam. De braços cruzados, seguia com apreensão o aquecimento da equipa. Sentia os jogadores ausentes, como se estivessem ainda em Atenas a comemorarem a passagem à final. A bola, verdadeiro ferro em brasa, queimava-lhes nos pés e fugia feita enguia. Passou a mão pelos cabelos negros puxados para trás e carregados de brilhantina, o que lhe dava um ar de galã. Há muito que percebera que aquela não era a equipa que eclipsara o Estrela Vermelha, esmagando-o em casa por três zero, depois da derrota em Belgrado por quatro um. O talento inato de Antoniadis e Kamaras, os heróis dessa noite louca, fora tolhido pela importância de serem o primeiro clube grego a chegar a uma final europeia. Fugiam da bola como coelhos amedrontados e, sempre que lhe tocavam, erravam invariavelmente os passes.

De cabeça baixa, caminhou lentamente por aquele relvado, onde, anos antes, ajudara a dizimar a arrogância dos súbditos de sua majestade. Parou na linha divisória do meio-campo e olhou para direita e depois para a esquerda. Respirou fundo. A alma do jogo e a sede de vencer estavam do lado dos holandeses. Sentia-o perfeitamente. Cravou os olhos gelados em Cruyff e nos restantes gomos de laranja que se pavoneavam com a bola, incensados pelos gritos eufóricos de um público que rejubilava a cada toque de calcanhar e outras habilidades que tais. Do outro lado, os jogadores gregos faziam figura de palhaço pobre, embasbacados que estavam com o facto de irem defrontar o Ajax num dos templos maiores do futebol.

“Iko vai para a baliza”, gritou-lhe numa voz firme. O rosto crispado ardia em fúria. Ao longo da sua carreira sofrera derrotas dolorosas, mas nunca fora humilhado por ninguém. Fixou o olhar no guarda-redes, figura minúscula no meio de um portão incomensurável. Poisou a bola no relvado e acariciou-a com o pé esquerdo que sabia de cor todos os ardis e alçapões do couro. Deu dois passos atrás e desferiu-lhe um golpe seco. Ao ângulo. Rematou de novo e, uma vez mais, as redes dançaram. A trinta metros de distância via as pérolas de suor que brilhavam na testa do Ikonomopoulos, marioneta desengonçada perante os remates do velho. Novo asteróide flamejante rasgou o frio húmido de Wembely antes de entrar na baliza.

Num efeito dominó, as cabeças dos espectadores viraram-se para o outro meio-campo, onde o treinador do Panathinaikos rematava com a precisão de um ourives. A bola, qual cadelinha fraldiqueira, cedia a todos os seus caprichos, no entanto, aos olhos de Ikonomopoulos era um lince veloz que só parava quando feria de morte a sua baliza. Intratável, ora entrava ao ângulo esquerdo, ora ao direito, ora por baixo, ora por cima. Perdido entre os postes, tremia como um velho, ao ver todos os olhos concentrados em si. Por isso, suspirou de alívio quando a humilhação acabou. No regresso aos balneários, o público, rendido ao festival de remates, tributou os gregos com uma longa salva de palmas, para espanto de uns holandeses ensombrados pela classe do velho.

Dentro de campo, Dick van Dijk e Arie Haan confirmaram a superioridade técnica do Ajax que se sagrou campeão europeu pela primeira vez. Porém, como admitiu Ikonomopoulos, a vitória nada teve a ver com o talento do adversário, mas sim com os minutos de terror que vivera antes do pontapé de saída, os quais lhe tinham paralisado os reflexos. “Se levo golos do velho, o que me espera frente a Cruyff, Kaiser, Muhrer e companhia?”, desabafou anos mais tarde.

O velho chama-se Ferenc Puskas, o Major Galopante. Ainda hoje, todos os que estiveram presentes nessa final, recordam-na pelo que se passou antes, quando um sujeito baixinho e com uma barriga proeminente não falhou um único remate a trinta metros da baliza.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Não estamos sozinhos

Alegrem-se corações nanikianos! Não estamos sozinhos na luta pela criação de uma juventude alcoólico-desportiva. A prova disso é Patrice Sintzen, correspodente de A Bola na Europa central, mas sobretudo um Naniko dos sete costados, como o comprova o artigo publicado no jornal acima referido que passo a apresentar:

Para os adeptos do NAC, as vitórias podem escassear mas nunca a cerveja

A caneca em vez das taças

O NAC é o clube holandês que mais cerveja serve por espectador e os seus adeptos têm orgulho nesse dado. Ali, o prazer da bebida conta mais do que os resultados obtidos em campo.

Há ano e meio, a cidade holandesa de Breda estava dividida. A direcção do NAC, clube de futebol local que evolui na primeira liga, queria concluir um acordo com a cervejaria local Bavaria e deixar de lado os contactos com o gigante belga InBev.

A eventual mudança de patrocinador, porém, provocou uma pequena revolução na cidade, bem patente nas opiniões no jornal local, nas sondagens na internet, nos cartazes e nos protestos dos adeptos que se recusavam beber "mijo de mocho..." Parecia cómico, mas milhares de euros estavam em jogo, pois o NAC é o clube holandês que mais cerveja serve por espectador. Às vezes serve quase tanto como o Kuip de Roterdão ou o Arena de Amesterdão, que são duas vezes maiores.

Em Breda, têm orgulho destes dados. Num dos topos do estádio, um grande cartaz diz: "A única coisa que tememos é que a cerveja venha a fazer falta." Aí, os tambores são proibidos e os altifalantes não dão música após um golo. Os adeptos cantam coisas diferentes do que se ouve noutros estádios.

Estes conceitos têm inesperadas reperecussões desportivas. Assim, o treinador Ernie Brandts obteve sucessos que o clube não alcançava há muito tempo, mas o seu contrato não foi renovado. Razão: o futebol do NAC deve ser mais espectacular. Na boca dos adeptos do NAC, "espectacular" não quer dizer "bonito". Quer dizer "suado". E o NAC, esta época, apesar de ficar no topo da tabela, pratica um futebol calculista.

Quem introduziu este conceito no NAC, em 1975, na ocasião de um jogo particular frente ao Fortuna Dusseldorf, aquando da inauguração da iluminação no estádio, chama-se Bob Maaskant. É o pai de Robert Maaskant, que, a partir da próxima época, vai treinar o NAC.

Não se sabe se vai ter o mesmo sucesso desportivo que Ernie Brandts , mas isso não parece ser o mais importante. Em 30 anos, o NAC desceu várias vezes de divisão. Até teve dificuldades financeiras, sobretudo quando mudou de instalações. Mas nunca ninguém deixou de levantar uma caneca de cerveja!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Diário de um Farrapo Mochileiro

Na sequência de tão badaladas noticias relatando um eventual envolvimento da colectividade nanikiana em manobras de índole criminal, todos os sócios de tão prestigiado clube se sentiram ofendidos e mesmo desrespeitados. Na base da revolta não está o conteúdo da acção, mas sim o facto de tentarem remeter os Nanikos ao mesmo nível que um grupo de adolescentes cujo único passatempo passa por vandalizar a “foto de família do Senhor”. Se para estes últimos desfigurar o presépio mais não é que um acto de revolta para com os pais que em vez de um cinto com espinhos lhes deixaram no sapatinho um ipod, para os Nanikos a alteração da disposição das figuras maiores do já referido elenco tratou-se única, e exclusivamente, de uma manifestação cultural, ou se preferirem de uma acção envolvida na nova estratégia de marketing de um dos novos patrocinadores do clube….os presuntos e enchidos Campofrio. Essa foi a única motivação que nos levou, sob a batuta do internacionalmente reconhecido artista plástico Xicoxico, a colocar a vaca (quer queiramos, quer não, a figura principal do presépio) num local de maior visibilidade e destaque.
Contudo, as autoridades responsáveis por impor a ordem e respeito na praça pública, nomeadamente a PJ e GNR, mais uma vez demonstraram uma total falta de sensibilidade artística para com a obra dos Nanikos e decidiram abrir um processo judicial contra os mesmos. Rapidamente a noticia se espalhou e o Tribunal Civil Europeu viu-se obrigado a decretar a prisão preventiva de todos os elementos da equipa como medida de coação.
Apanhados de surpresa os nanikos mais não puderam que acatar a ordem e recolher aos calabouços do estabelecimento prisional do Linhó ficando a aguardar impacientemente por um julgamento que dificilmente poderia ser justo. Face a isto e perante a manifestação de apoio nas ruas de Lisboa, Kuala Lumpur, Sidney, Nova Iorque e Aldeia de Joanes de milhares de aficionados e contando com o apoio de todos os companheiros de cela, delineei um plano de fuga infalível que me levaria a percorrer toda a Europa central em busca de justiça.
Assim, no dia 8 de Janeiro do presente ano dá-se a fuga e com a ajuda de um alto funcionário da CP, hoje sócio honorário dos Nanikos, consegui apanhar um comboio com destino a Madrid. À chegada um grupo de guerrilheiros brasileiro oriundo de uma perigosa favela de São Paulo estava já à minha espera para me ajudar a preparar o meu esconderijo. Átila e Matias são os cérebros do grupo e graças a eles consegui estabelecer contactos com os mais importantes advogados e artistas da capital durante 2 dias. Infelizmente a noticia da minha fuga havia já atravessado o Atlântico e na segunda noite o apartamento onde estávamos escondidos foi invadido por tropas Norte Americanas comandadas por uma feroz General oriunda de San Diego. Felizmente o gang brasileiro tudo fez para me proporcionar uma nova fuga e na manhã seguinte segui em direcção a Bilbao para me encontrar com as mais altas patentes da E.T.A.. Fui recebido num verdadeiro ambiente apoteótico e nas estreitas ruas do Casco Viejo milhares de apoiantes da causa nanikiana gritavam a uma só voz Zarpaie, nome de código com que viajei por vários países europeus. As manifestações de apoio foram de tal ordem interpretadas pelos diversos quadrantes da sociedade basca que em memória dos mártires nanikianos presos no Linhó, a junta de salvação do movimento artístico comandado pelo comandante Xicoxico mandou cobrir com um pano branco todas as caras das estátuas da cidade. Um gesto bonito que jamais será por nós esquecido!




O destino seguinte foi Barcelona e apesar de na Catalunha ter sido carinhosamente recebido por representantes do governo Sul Coreano e Suíço, que tudo fizeram para me manter não identificável, o raio de acção do Sr. Bernard (chefe de estado Suíço) não incluía a policia militar espanhola e rapidamente o cerco começou a apertar pelo que ao fim de 2 noites tive que deixar o país de “nuestros hermanos”.
O meu plano consagrava uma paragem na mais muçulmana cidade europeia, mas em Marselha corriam já os rumores de que a qualquer momento eu poderia chegar e como tal os meus contactos na Al Qaeda desde cedo me alertaram para tal situação. Era altura de pôr em prática o plano B. Este contemplava uma estadia em Veneza, para reunir novos apoios na esfera asiática e depois então, retomar o rumo em direcção à Eslovénia e à Europa de Leste. Na cidade das gôndolas pude finalmente privar com o presidente da casa dos Nanikos de Osaka, no Japão, que me ajudou a reunir esforços para uma acção de propaganda e mobilização para a causa que me levou a deixar o meu país natal. Hiroshi Okamoto foi de uma utilidade extrema e aquando da minha partida para Ljubljana havia já recebido telefonemas da Máfia Italiana a saudar a nossa luta e a disponibilizar todos os meios de que pudéssemos vir a necessitar. Começava a reunir-se um entusiasmo que superava qualquer tipo de barreira política ou geográfica. Os Nanikos começavam a mostrar porque são idolatrados nos quatro cantos do mundo e juntavam à sua voz o apoio de milhões de jovens fãs seguidores do culto Policarpiano.


Hiroshi Okamoto




A partir daqui toda a minha tarefa estava mais facilitada, pois sabia que caso algo fugisse do meu controle a qualquer momento viria em meu auxílio um grupo de rebeldes curdos ou tão só a família Gandolfini de Palermo. Com esta segurança e com uma logística de categoria incomparável foi-me possível a visita à Eslovénia, à Áustria e à Republica Checa, países que por razões históricas nada têm em comum com Portugal e como tal, locais onde a influência da PJ é menor, o que me permitiria relaxar um pouco e planear coerentemente o meu regresso. Cidades como Ljubljana, Bled, Salzburg, Viena, Praga ou mesmo Brno foram paragens incrivelmente agradáveis e importantes para o alcançar do meu único objectivo…libertar toda a família nanikiana. Contudo, em Brno, e rodeado de portugueses refugiados nessa pátria, fui vítima de uma tentativa de envenenamento quando matava saudades da nossa incomparável cerveja. Ao que pudemos apurar, um ex-membro do KGB, hoje funcionário e agente infiltrado das FIPP, vulgo Forças de Intervenção para a Protecção dos Presépios, chegou mesmo a colocar substâncias alucinogénicas na minha caneca de meio litro, o que me provocou, como devem imaginar uma valente “sarda”. Mas como quem sabe nunca esquece e pleno, ainda, de todas as minhas faculdades recorri ao famoso truque, eternizado pelo mago Sapec, do dedo na garganta e rapidamente me recompus e voltei à pista para brilhar. Nada a que um verdadeiro naniko não esteja já habituado!
Já certo de que toda a opinião pública internacional estava já de braço dado com a minha luta fazia intenção se regressar a casa e matar saudades da nossa invejável culinária, o dever de retribuir aos fãs tudo aquilo que eles, durante estas semanas, haviam dado por nós fez-me passar ainda por Amesterdão e Paris onde tive oportunidade de reencontrar mais um grupo de brasileiros que dominavam por completo o tráfico de droga e gomas de Florianópolis.
O regresso a casa foi já feito no meu habitat natural, rodeado de queijos e chouriças que uma simpática senhora de Pombal fez questão de trazer para festejar o meu regresso. Em suma, foram 3 semanas árduas e de muita luta, mas cujo objectivo máximo foi cumprido…a reunião de um consenso internacional para a libertação dos Nanikos. De tal modo, que durante a minha tournée tive oportunidade de privar com alguns dos mais reputados artistas em cena e igualmente com os directores de alguns dos mais famosos museus de todo o mundo, que tudo fizeram para garantir a exibição da exposição “Dom Policarpo e as Vacas na ribeira” da autoria do artista plástico Xicoxico em locais como o Reina Sofia, o Guggenheim, o Louvre, o Musée d’Orsay, o Oberes Belvedere ou mesmo a Moagem. Escusado será dizer que o contrato assinado entre as partes prevê a exibição da peça composta por todo o presépio (juntamente com o MC a dizer de 10 em 10 segundos “mama aqui oh puta!” à Virgem Maria), bem como das fotos que fizeram o rabo do Bob o ícone máximo dos bares gays em Amesterdão.


Vivam os Nanikos! Viva a liberdade cultural!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

As Origens!!!

Aí está o nosso Embaixador!!! Ao Jerónimo um Bem Haja

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

"Fundão break"


Muitos ainda se devem questionar acerca do crescente numero de vezes que Bojo referia querer sair do território continental e rumar a destino incerto. "Para onde?", dizia ele, Angola, "Fazer?" "Esgotar o stock africano de pacotes de conguitos.", "Quando?", só Deus sabe. Depois por obra e graça tal peregrina ideia desvaneceu, e nasce nova ambição. A de enveredar por rotas da seda, não passando claro, para lá da linha imaginaria demarcada pelos Andes onde faz frio e o medo de congelar a ponta do nariz e as orelhas o fez temer a volta ao mundo que "aparentemente", esta mente aventureira ambicionava.
Semanas mais tarde, após decidir abandonar e deixar a sorte do seu rebento angolano, nas garras das hienas. Eis que Bojo faz saltar novo plano da cartola.
A paz da natureza permitiu-lhe conceber o plano, aparentemente, mais perfeito da sua existência. Meticulosamente delineado e estudado durante horas a fio no seu posto de vigia na serra da Gardunha, Bojo comunica aos mais chegados que planeia uma "viagem" por terras europeias. "Visitar Espanha, Itália, Eslóvenia, Aldeia nova do cabo, Amesterdão... que sonho." Exclamava bojo com ansiedade. Mas tudo não passava de um embuste. O verdadeiro plano de bojo é protagonizar a maior manobra de que há memoria no que toca a retirar o nosso irmão das malhas da lei.
Segundo fonte segura todos os suspeitos estão identificados, mas com o seu aguçado sentido de oportunidade, próprio de quem trata por tu a bolsa de valores e anda com o nasdaq no bolso, bojo antecipa toda uma serie de eventos e escapa-se por entre as malhas da lei. O seu plano agora é libertar o irmão de uma acusação injusta. Lançada apenas com o intuito de atirar areia aos olhos do povo e proteger os grandes e poderosos.
Mas Bojo não se deixou enganar e de certo que neste momento deve estar de costas para um espelho a ler a sua tatuagem de modo a perceber qual o próximo passo a dar. Isso ou de costas para um brasileiro numa pensão barata no cu de judas, é incerto...

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Um Filho no Mundo

Recentemente Bojo deparou-se com uma carta da costa oriental africana, um emissário que viajou com uma das muitas comitivas africanas aquando da Cimeira UE-África dirigiu-se ao Bairro do Zambujal, Alfragide e deixou na caixa do correio singelamente marcada Mesquita um envelope com remetente "Ilha do Bazaruto, Moçambique".
Manolo, que tem por norma abrir o correio todas as manhãs quando regressa do árduo trabalho no Complexo Desportivo do Restelo, deparou-se com este envelope misterioso.
Nela vinha a foto de um petiz de raça africana de idade incerta. O primeiro pensamento de Manolo foi naturalmente pensar que seria um diamante negro por lapidar e que a carta teria sido enviada por um qualquer Paulo Barbosa da savana. No entanto a semelhança consigo próprio era inegável. Nesse momento a porta do apartamento abriu-se e o irmão entrou em casa.
Bojo gelou ao ler o conteúdo da carta e ao descobrir que a criança era o seu recente filho do qual ele não tinha conhecimento. Segundo a mesma carta, a mãe, afirma que Bojo tem uma insaciável vontade de ingestão de conguitos e daí ter surgido tão maravilhosa surpresa.
Desde já toda a comunidade Nanikiana apoia o Nanikinho, na esperança que ali se encontre um novo Eusébio, que certamente será moldado pelo tio.
Bojo prepara-se para a longa jornada até às vilas piscatórias da Ilha do Bazaruto, Moçambique, não só para conhecer o seu ente querido mas também na busca de novos reforços para a próxima temporada.
Obrigado Bojo, assim vamos crescer.

Metal, Sapec

I Biatlum Anual de Natal dos Nanikos

Na senda de grandes eventos organizados como as digressões de Verão ou o I Rali-Tascas 2006/07 chega agora um novo envento que promete abalar os alicerces da Concelhia e da comunidade Nanikiana. Assim proponho que este ano se realize o I Biatlum Anual de Natal dos Nanikos, naturalmente, realizado na véspera de Natal. Este evento desportivo contaria com a participação de atletas de alto calibre todos eles medalhados em várias alturas da sua carreira numa simbólica corrida ao longo dos cerca de 400 metros da Avenida da Liberdade com términus junto à fonte, onde se iniciaria a 2ª etapa deste evento com 1 volta em estilo livro dentro da fonte. Assim teríamos não só o atletismo como a natação presentes nesta bunita quadra natalícia. E como não fazemos as coisas só por fazer porque não abraçar uma causa importante relativ ao berço desta comunidade. É então que vos trago algumas propostas sujeitas a votação (ali do lado direito) para que todos pudéssemos a uma só voz invocar os nossos direitos ou simplesmente apoiar causas nobres.
Quanto ao equipamento apenas são permitidos o uso de boxers ou cuecas (aka speedos) e calçado ao longo do percurso. Este será acompanhado de reportagem da TVN e de um carro vassoura/carro de transporte de equipamento.
Em seguida no espirito da camaradagem e celebração do Natal a romaria continuaria no madeiro com vinho e filhoses de forma a aquecer os atletas.
Se houver sugestões por favor não hesitem.

domingo, 16 de dezembro de 2007

O Tropa de ELITE



O Filme

Vendas Novas, 2007

Marco Ricardo, capitão da Tropa de Elite de Vendas Novas é designado para comandar uma das equipas que tem como missão “ limpar” o bairro social de Vendas Novas por um motivo que ele considera insensato.

Mas ele tem que cumprir as ordens enquanto procura por um substituto.A sua mulher, Bazília, está no final da gravidez e todos os dias lhe pede para sair da linha de frente do Batalhão.

Sobe a pressão, o capitão Marco sente os efeitos do stress. Neste clima, é chamado para mais uma emergência num bairro. Num tiroteio numa romaria, Marco e a sua equipa têm que resgatar dois aspirantes a oficiais : Xico e Bojo.
Ansiosos para entrar em acção e impressionados com a mestria de Marco, os dois candidatam-se ao curso de formação da Tropa de Elite em Moçambique.

A fama de serem honestos e cheios de energia já chegou ao batalhão, que os admitiu no curso, a ser comandado por Marco Ricardo. O primeiro destaca-se por uma mente Clara e objectiva , o segundo pela fácil dissimulação na Natureza (em serras, nunca em campo aberto) .Se ele pudesse reunir as duas qualidades num homem já teria o seu substituto.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Maratona da Natalidade

Segundo sei... correm conversações sobre a segunda meia maratona da natalidade.
Não há inscrições porque estão todos automaticamente inscritos :).
O percurso estima-se que tenha cerca de 900m, e terá como local de partida o cimo da avenida e meta na fonte, visível logo a baixo.
O vencedor do ultimo lugar terá o prazer de banhar as nalgas na eterna fonte da juventude.

Contexto histórico:A Maratona da natalidade teve o seu inicio há cerca de um ano atrás, a quando da célebre passagem dos glúteos do Bob pelos jactos de água da CM do Fundão ficando imortalizadas para todo o sempre no youtube. "Natalidade", porque tal foi feito segundo os desígnios da natureza tendo o maratonista realizado a proeza exactamente como veio ao mundo.

Assim, este ano menos não seria de esperar. Todos os participantes vão ter de envergar apenas a folha de figueira, ou para aqueles que não possuam uma figueira no quintal, uns boxer-shorts com pelo menos 2 buracos e um remendo... para não ferir susceptilidades.
Tudo em prol do desporto e de uma maratona justa, já que o atrito que o ar carregado de geada tem sobre as roupas iria prejudicar de forma irremediável toda a maratona.

Este evento poderá ter lugar antes ou depois do jantar de natal. A partir de dia 23 penso que todos possam comparecer ao jantar a fim de limar a ultimas arestas da competição que terá lugar na noite de 25.

Resta apenas sugerir data, hora e local para o jantar de natal. Eu sugeria o Eclipse, não pela sua boa gastronomia, mas pelo simples facto de ultimamente ter albergado de forma acolhedora algumas reuniões pontuais da nação nanikiana.

Aguardo instruções sobre a melhor altura para o evento. Tendo em conta que há malta trabalhadora, espero ter em cima da mesa toda a informação necessária o mais breve possível, para não haver imprevistos.

Tenham em conta também as propostas Bojo.


Metal:
Eu diria que são mais 400 metros do que 900, e como data para o jantar sugeria o domingo dia 23, com o eclipse como um bom local embora o enclave tambem seja porreiro, se bem que desta vez vou ter mais cuidado a escolher a mesa...mas é preciso saber quantas pessoas querem e podem ir. Para além disso ainda há a discutir as propostas do Bojo? Vai haver prendas ou não? Quanto à cena do abrigo sei que a intenção é boa mas também sei que normalmente aquilo fica deserto nestas alturas...portanto só lá vai haver 2 ou 3 putos se tanto, ou seja vai tirar um bocado o impacto de chegares lá com um saco de coisas foleiras para eles :).
Outra opção para o jantar de Natal mais arrojada seria mesmo o jantar de dia 25...mas suponho que a taxa de votações contra iria ser alta. Para a noite de Natal haverá então a maratona nanikiana é? Tudo em boxers pela avenida abaixo e o ultimo a chegar vai de mergulho. Claro que poderíamos arranjar uma espécie de patrocínio, uma causa se quiserem, para as nossas acções, que não simplesmente a falta de neurónios provocada pelo consumo de álcool. Assim poderíamos todos marchar avenida abaixo num espírito de solidariedade e mergulhar nas águas divinas que nos esperariam ao fundo, etc. As ideias são muitas...claro que há as questões logisticas: quem ou onde guardamos as roupas, haverá toalhas para nos limparmos, tudo isto é importante. Quanto ao madeiro em si, espero que todos possam contribuir com vinho, jeropi(n)ga, filhoses, etc. Pela minha parte tenho uma aposta em espera com o meu "primo" e quem perder levará um garoto para o madeiro por isso...
E a passagem de ano? Já alguem pensou nalguma coisa? Vamos ficar no Fundão? Haverá alguma festa? Vá lá ficam aqui os apelos à discussão.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Natal - o que fazer? O blog está morto?

O blog está morto? Tenho colocado um post por mês o que não ajuda muito...mas também não há mais ninguém a falar por isso parece que são os momentos finais do blog não?

Noutro assunto completamente diferente recebi este mail do bojo, que suponho alguns de vocês também receberam:

"Boas pessoal!

Uma vez que tem sido praticamente impossivel estarmos todos juntos (falo por mim que nem a fds tenho tido direito ultimamente) venho propor uma actividade à boa maneira nanikiana.

Como todos devem estar lembrados aproxima-se uma das mais dificeis etapas da época...a noite de Natal, ou como alguns chamam, a noite do baptismo (pelo menos para o belo rabinho do Bob "O Regador" ehehehe).Por isso pensei em fazer 2 bricandeiras para animar a colectividade nanikiana e porque não dizer, prepar o fígado para mais uma árdua tirada.

1ª proposta - Jantar de Natal com troca de prendas incluída.

À boa maneira natalícia podiamos fazer uma jantarada Sábado dia 22/12 com copos e prendas.Bem sei que estas cenas do "amigo secreto" são um bocado pirosas, mas era giro fazermos uma troca de "galhardetes" entre os atletas. Podiamos definir um preço limite de 10€ (ou menos se preferirem) e depois sorteavamos quem dava prendas a quem.


2ª proposta - Acção de Solidariedade

Como pessoas solidárias e responsáveis que somos sabemos que o Natal não é só prendas, bolo-rei e ir beijar o "menino" na noite do Galo. O Natal nanikiano é muito mais que isso. É vinho, é cerveja, é filhós, é Madeiro, é Espanhol, é Sopas, é idas ao SPA da Praça do Municipio (desculpa Bob, mas tinhas que levar com esta mais uma vez :p ), é Bairro da Bola. Enfim....é todo um conjunto de principios sagrados que se enquadram numa cultura muito própria que é a nossa. Neste sentido, acho que este ano deviamos estender a nossa alegria e sobretudo a nossa magia a todas aquelas pessoas para quem o Natal não é sequer bolo-rei, prendas ou beijos no "menino". Todos temos brinquedos, roupa, bolo-rei, ou tão só um Feliz Natal para partilhar com quem não tem nada disso. Por isso proponho falarmos com o primo do MC e todos juntos reunirmos essas prendas e ir pessoalmente ao Abrigo entregar as coisas num bonito saco vermelho (à boa maneira do Pai Natal) e juntamente entregar um cartão de Boas Festas em nome dos Nanikos (conto com os "artistas" da companhia para brilharem).



Aquele abraço para todos e se tiverem mais ideias....chutem.Vamos fazer deste Natal um verdadeiro Natal nanikiano!!!!"

Eu não tenho tido tempo nenhum pois ando atarefado com os últimos trabalhos, ainda nem sei quando posso ir para cima...a ver se dia 21 ou 22 consigo estar aí, mas em todo o caso o que se vai fazer? As iniciativas acima são para cumprir ou há outras ideias a fermentar? O que é que o Bob vai fazer na noite de Natal? Vá lá arranjem 5 minutos para postar e discutir ideias.

PS - Ele não é meu primo ;)

terça-feira, 13 de novembro de 2007

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Reportagem da TVN sobre o festival dos Chocalhos 2007

É com prazer que apresento agora alguns dos vídeos feitos durante o festival dos Chocalhos desta época, onde podemos apreciar momentos como o Bio a brincar com o fogo, os bombos (Paul?) presentes nas ruas e algumas entrevistas aos participantes desta importante etapa do calendário alcoólico-recreativo.

Bio a brincar com o fogo


Bombos nos Chocalhos


Farrapagem nos Chocalhos


Em breve se possível estará disponível o resto da reportagem. :)

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

RESCALDO DE MAIS UMA ETAPA….DE MONTANHA!!!

Foi no passado fim-de-semana, que mais uma vez a equipa de ciclismo dos Nanikos se deslocou até Alpedrinha para participar…e brilhar…em mais uma etapa a contar para a Taça do Mundo da modalidade.
À partida as espectativas eram grandes, como de resto é comum sempre que os Nanikos se deslocam a qualquer evento alcoólico-recreativo desta importância, porém, nem todos os atletas conseguiram estar à altura dos pregaminhos que ostentam. O treinador dos Nanikos, o eterno Vitor Punk, surpreendeu tudo e todos ao deixar de fora da convocatória a principal referência da equipa, o já consagrado Ucrânia. A substitui-lo como chefe de fila, o “mister” optou por colocar o veterano, mas não menos talentoso Edved…que infelizmente, e para desgosto de milhares de fãs presentes ao longo das estradas, cedo mostrou estar verdadeiramente em baixo de forma. A sua falta de inspiração foi tal, que o responsável da equipa viu-se mesmo obrigado a destaca-lo para outras tarefas, tais como o abastecimento de água aos atletas mais inspirados.
Para dificultar ainda mais a participação da equipa nesta dificil etapa de montanha, com piso de “pavet”, a organização da prova decidiu, com recurso a video, suspender temporariamente o atleta MC, por suposta agressão a um atleta da equipa “Farrapos de Valverde”. Também Sapec se viu envolvido numa situação mais agreste já perto do final da tirada, quando em defesa de um companheiro de profissão se viu obrigado a sair da bicicleta e chamar à razão um adepto mais nervoso. Ainda assim, o atleta em causa, numa verdadeira demonstração de garra e espirito de equipa voltou à corrida e procurou recuperar o tempo perdido, alcançando no final da prova um honroso lugar no pódio…esperemos que não haja sumaríssimos!!!
Em relação ao “Mágico” Xicoxico, podemos dizer que foi crescendo ao longo da etapa, conotando-se como um importante apoio aos atletas em melhor forma Bio, Putini e Sapec. É bem verdade, que este verdadeiro Luís de Matos do desporto não começou bem, fruto de uma preparação deficiente da prova, mas com o avançar dos quilómetros foi-se aproximando do seu real valor acabando por ser ele quem lançou Putini para a vitória final. E por falar em Putini…eis que finalmente tivemos o nosso Xibata a mostrar que a sua saída para o estrangeiro está a dar frutos. Este jovem, que até então não havia passado de eterna promessa, decidiu “beber” como um Homem e sagrar-se um justo vencedor desta dificil etapa. Não deixa de ser verdade que os prodigios Sapec e Bio tudo fizeram para envergar a camisola amarela, mas Putini, à boa maneira de Mário Cippolini empregou toda a sua velocidade de ponta e chegou a São Gregório, onde estava colocada a meta, primeiro que todos os outros.
De Bio todos esperavam um bom desempenho, até porque o benjamin nanikiano tem estado a preparar-se para os mundiais de estrada a decorrer agora em finais de Setembro. E na verdade, este jovem talento esteve mais do que à altura, assumindo o desejo de ganhar e de levar para o seu “bosque” a tão ambicionada camisola amarela. O nosso “Dragão com Rastas” foi aliás designado cabeça de cartaz do evento, brindando todos os seus fãs com um espectáculo pirotécnico de qualidade superior. Tal performance valeu-lhe um “cachet” à altura do seu metro e cinquenta, conseguindo através do seu empresário (bojo) arrecadar a surpreendente soma de 5 cinco euros e quinze cêntimos….não é para todos!!!!
Feito este apanhado, que visou resumir a brilhante actuação de toda a equipa…falta fazer uma chamada de atenção a bojo. Ausente durante largos meses devido a lesão prolongada, este símbolo dos nanikos está de volta e decidido a lutar por todas as chegadas do pelotão. Porém, este fim-de-semana foi protagonista de uma situação algo insólita…mas que em nada envergonha a comitiva que integrou. À chegada ao centro de estágio bojo logo afirmou estar na prova para ganhar e estar “sequioso” de vitórias. Pois bem, não ganhou a corrida…mas ganhou no capítulo da finalização. Isto é, enquanto Putini celebrava a vitória ao som das “palminhas palminhas palminhas”, bojo protagonizava um golpe de génio ao “roubar” do palco e a Putini (justo vencedor da etapa, volto a frisar) uma das raparigas que normalmente sobem ao palco para beijar o vencedor….Ela até beijou…mas de certo que não foi o Putini :p
A todos os adeptos presentes deixo aqui em nome dos atletas, direcção e membros da assembleia geral, um sincero bem hajam por todo apoio e por todos os copos de cerveja que amavelmente foram distribuindo por todos os membros da equipa. Uma verdadeira prova de fidelidade e de amor à causa do clube…o aumento do número de cirroses per capita em portugal :p


Viva os Nanikos!!!



Bojo

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Montagens da digressão nanikiana 2007 pela costa alentejana por Sapec


A equipa reunida na praia para a foto da praxe



Acidente na praia que envolveu Bojo e um frisbee...


O Goleador que marca 72 golos por época segundo a entrevista concedida à TVN (Televisão Nanikiana)

sábado, 1 de setembro de 2007

O nosso Rui

O nosso Rui a quem não encanta?

"A bola" encantou-se e aí está ele. A nova aquisição do jornal a bola e certamente o melhor que irá passar naquela casa.


O nosso miúdo cresceu e ficou maior que nós!
És um hino!! Parabéns Rui!!



POESIA DE PLACA

Matei o verbo no peito
E bati de três dedos (trivela) nos substantivos
Dei meia-lua nos artigos
E passei por entre as pernas dos pronomes

Cabeceei um objeto direto
Tabelei com uns adjetivos
Fiz marcação cerrada na ortografia
Dei de bandeja para as rimas

Deixei impedidos os advérbios
Fiz uma estrofe de calcanhar
E com uma maravilhosa bicicleta
Fiz uma poesia de placa!


Sigmar Montemor


O nosso Rui é o maior.





Á tua, SAÚDE!

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

" Somos os Vencedores! "

Hurra! Ecoam gritos de vitória por toda a comunidade fundanense e nanikiana, bandeiras são erguidas e foguetes lançados: É um grande dia!
...os nanikos ganharam o grande passatempo da Radio Jornal do Fundão!
o prémio, perguntam vocês....? o prémio foi nada mais nada menos que 7 frangos no churrasco (!!!), cortesia da churrasqueira "Nabrasa". aqui fica relatada a grande odisseia....

Era uma tarde comum e banal entre os elementos desta bela congregação que tanta alegria trazem ao povo deste país quando, sem aviso prévio Edved avisa o pessoal sobre um passatempo fenomenal com prémios fantásticos à distancia dum simples telefonema. No espaço de minutos, Edved, MC, Solid, Marrusso, XicoXico, Canti, Bio, e Sapec (embora alguns não tenham feito o tão afamado telefonema) eram os felizes contemplados com um frango no churrasco! As perguntas feitas pela apresentadora do programa da tarde da nossa fantástica radio local revelaram se um problema de proporções gigantescas, mas + uma vez os nanikos provam a esta legião de fãs que os adoram que ainda está para vir o desafio que não consigam ultrapassar...com uma perícia fantástica e uma entreajuda notável, lá foram desbravando caminho e ganhando frangos para a bela da jantarada (para grande espanto da apresentadora que perante tais adversários lendários como os nanikos não teve opção senão pedir clemência).

Chega-se a hora de levantar o grandioso prémio!
Modestos como já é característica conhecida desta raça, lá foram subindo as escadas ingremes que levavam à coroação e entrega de tal cobiçado tesouro.
MC, cuja bravura envergonharia o próprio Hércules e o Rambo (bravura apenas equiparável à de Steven Seagal no filme Duro de Morrer) toca à campainha silenciosa, e ao deparar se com a bela e tentadora locutora da RJF profetiza as seguintes palavras: "SOMOS OS VENCEDORES!"...
A jovem, completamente arrebatada pelo poder destas palavras, cai a seus pés e por entre juras de amor eterno e com lágrimas de felicidade a escorrerem pela tenra face, pede a MC que a possua violentamente ali nas escadas em directo para todos os ouvintes. Com uma altivez herdada de José Mourinho (naniko de nascença) e remetendo se à sua humildade diz apenas: "não minha pequena afrodite...não me tentes com as tuas promessas de orgasmos múltiplos! estou aqui apenas para os frangos!"
Depois de uma pilha de burocracia a ser preenchidos pelos grandes vencedores do prémio, entre a qual se encontravam contratos com uma empresa discográfica, cujo nome não pode ser mencionado, para gravação de 3 álbuns cantados pelo jerónimo sobre as aventuras desta raça nanikiana, lá sairam resplandecentes como um astro luminoso numa noite sem luar....com frangos para tão esperado jantar!

O prémio foi levantado na churrasqueira, à porta da qual uma multidão de pessoas (de todas as idades e maioritariamente do sexo feminino) gritavam cânticos de felicidade e orgulho, pois certamente foi um dos momentos + felizes das suas vidas.
Tal demonstração de afecto emocionou os nanikos que, mostrando que o sangue real que lhes corre nas veias ainda não perdeu a sua bela cor azul, fizeram a seguinte promessa:
"No próximo concurso em que haja comida à borla, cá estaremos para a conquistar!"..e por entre legiões de fãs em delíro, se retiraram para o seu covil secreto para disfrutarem do prémio pelo qual derramaram sangue, suor e lágrimas ...


Marrusso

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Elias Mobil ja fáz vruuuumm




Ta pronta para arrancar para a road trip, temos é ke kitala para mandar cenário, aceitam-se sugestões.

Tem 7 lugares para levar o 5 principal mais duas massagistas, xega aos 140 km nas descidas, 2 botões ao todo: o do isqueiro, e dos 4 piscas, nao tem rádio.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Nanikos Bigger Club Tour

Tour de férias 2007:


1º Etapa

Fundão> Castelo de Vide > Marvão > Portalegre






Castelo de Vide


O castelo rodeado pelo casario branco destacando-se na paisagem verde é a primeira surpresa para o visitante. Mas a surpresa maior esconde-se dentro da vila, nas suas ruas que guardam intacta a atmosfera de um tempo medieval.

A máquina fotográfica é aqui um objecto imprescindível. Um recanto onde se espreita uma perspectiva do castelo, portas e janelas que conservam pormenores com quinhentos anos, chaminés que se erguem para o céu, que aqui parece mais azul, farão o cenário das melhores imagens da sua vida.

E do alto do castelo, Castelo de Vide a seus pés, a vista a meter-se por Espanha dentro, o "ninho de águias" de Marvão a erguer-se nas alturas, é um dos mais magníficos panoramas do Alentejo.

Passeie-se ao acaso por uma das mais bem preservadas judiarias de Portugal. Deixe-se encantar pelo charme da sua memória medieval, descubra na toponímia a presença judaica (a rua das Espinosas, lembra o célebre filósofo do séc. XVII, Spinoza, filho de um habitante de Castelo de Vide), encontre nas portas de granito sinais do culto de gerações hebraicas, visite a antiquíssima sinagoga.


Marvão

Tão alto é o castelo que das suas torres e baluartes "as aves de mais elevados voos se deixam ver pelas costas"

À medida que se sobe por entre o arvoredo da serra de S. Mamede, vai surgindo mais nítido o relevo do poderoso castelo e dos muros da fortaleza.

O pequeno convento gótico de Nossa Senhora da Estrela e um belo pelourinho de mármore são o primeiro encontro com o património de Marvão. Continuando a subir, a vila vai-se dando a conhecer: nas pequenas ruas e recantos pitorescos, nas janelas góticas, nas graciosas varandas de ferro forjado, em portais da Renascença, como na igreja do Espírito Santo ou góticos, de severo granito, como na igreja de Santiago, nos escudos e esferas armilares de D. Manuel I, na Câmara Municipal.

Na igreja de Santa Maria transformada em Museu, peças de arqueologia ajudam a fazer a leitura da história desta região a que a riqueza natural atraiu desde sempre diversos povos.

Chega-se finalmente ao Castelo onde se é recompensado por uma vista que os adjectivos belo, amplo e límpido não conseguem descrever.

Mas esta esplêndida localização teve outro significado na História de Portugal. Os rochedos quase inacessíveis tornavam esta Praça "a mais inconquistável de todo o Reino", que ao longo do tempo foi-se adaptando às novas técnicas de guerra. Desde a sua conquista em 1116 por D. Afonso II até às guerras da Restauração da Independência entre Portugal e Espanha no séc. XVII, para finalmente ser o que é hoje: um lugar de paz e beleza.



Portalegre


Esta varanda sobre o Alentejo esconde dezenas de palácios brancos emoldurados de amarelo ocre. Num antigo mosteiro faz-se, com muita arte, um dos ex-libris de Portugal.

São as tapeçarias de Portalegre, obras únicas que transcrevem na perfeição a subtil tonalidade da pintura ou do desenho. Que pode ser de um pintor português, de Le Corbusier ou de Jean Lurçat que quiseram ver obras suas materializadas nesta arte. Num solar nobre, o Museu da Tapeçaria é imprescindível no seu passeio pela cidade. Deve-se, aliás, à prosperidade que teve a tradição têxtil nos sécs. XVII e XVIII, a existência de tantos palácios barrocos, de sóbria elegância, que vai apreciar nas ruas da cidade velha.

À Igreja devem-se também alguns dos mais belos monumentos de Portalegre, como o convento de S. Bernardo. Ao visitar o túmulo que o fundador, o bispo D. Jorge de Melo mandou lavrar em vida, um dos mais belos e faustosos de Portugal, o rei Filipe II exclamou "grande gaiola para tão pequeno pássaro". Depois de concordar (estamos certos), com as palavras do rei, tem ainda muito para ver em Portalegre. Por exemplo, a grande Sé, que no interior lhe mostra um conjunto único de pintura portuguesa dos sécs. XVI e XVII e azulejos com histórias bíblicas. Ou a casa onde viveu José Régio, professor e figura literária do séc. XX, de grande sensibilidade. Embora seja um museu, o poeta desejou que o interior não fosse modificado. Deixe-se penetrar por este ambiente e conheça as invulgares colecções de arte sacra e popular que foram uma das paixões da sua vida.



2º Etapa

Alcácer do Sal > Melides > Santiago do Cacém > Sines




Alcacer do Sal

O castelo muçulmano de Alcácer do Sal está na continuidade das edificações da Idade do Ferro e romanas. No ano 966, dizem as crónicas, uma armada Viking terá tentado atacar Alcácer do Sal, mas foi dissuadida devido à poderosa defesa que o castelo oferecia. O actual castelo assenta seguramente, sobre a cidade da Idade do Ferro, romana e muçulmana.



Santiago do Cacém

A vila é dominada pelo castelo de origem árabe, reconstruído pelos Templários em 1157, e das suas muralhas avista-se um soberbo panorama da Serra de Grândola, a Nordeste. As muralhas da fortaleza também rodeiam o cemitério e a Igreja Matriz, do século XIII e com um relicário de prata que se diz conter um fragmento do Santo Lenho. Num monte perto de Santiago do Cacém, em Miróbriga, foram encontrados importantes vestígios de um antigo centro romano, e as escavações já puseram a descoberto um fórum, dois templos, termas e um coliseu.


Sines

Tem as qualidades paisagísticas e ecológicas que fazem desta uma das faixas mais preservadas do litoral europeu. Com 642 anos de história, nos principais monumentos da cidade ouve-se o eco da voz de Vasco da Gama, o seu filho mais dilecto. Praias belíssimas, uma gastronomia onde o marisco é rei e eventos culturais de qualidade fazem de Sines um destino de férias a descobrir.


Tour Completo:

Fundão> Castelo de Vide > Marvão > Portalegre > Alcácer do Sal > Melides > Santiago do Cacém > Sines

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Testar o pessoal mais atento..

Observa com atenção e tenta contar o total de passes efectuados..